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A Microsoft apelará da solicitação do IRS de quase US$ 29 mil milhões em impostos atrasados

Na última quarta-feira, a Microsoft revelou, por meio de um relatório de valores, uma nova disputa legal sobre os impostos atrasados.

Na última quarta-feira, a Microsoft revelou, por meio de um relatório de valores, uma nova disputa legal sobre os impostos atrasados, juntamente com juros e multas, pelo IRS (Internal Revenue Service — Serviço da Receita Federal dos EUA) no valor de US$ 28,900 milhões. 

1. Histórico 

Em outubro de 2022, o CICTAR (Center for International Corporate Tax Accountability and Research — Centro de Contabilidade e Pesquisa Tributária Corporativa Internacional) publicou um relatório abrangente que critica a estratégia fiscal global da Microsoft. O relatório argumentava que a Microsoft emprega uma complexa rede de filiais, a fim de evitar impostos, e destacava as filiais irlandesas, que acumulam lucros de transações globais, mas não pagam impostos corporativos, assim como as filiais da empresa sediadas em Cingapura.  

Embora a Microsoft possui uma margem de lucro operacional declarada superior a 30%, as margens de lucro em países como o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia são de apenas 3-5%. Portanto, o IRS notificou a empresa de software para ajustar a sua obrigação tributária para a década entre 2004 e 2013.  

2. Resposta da Microsoft  

A Microsoft afirmou a sua discordância com a última demanda fiscal do IRS e que apelará da decisão junto à agência, um processo que deverá durar vários anos. Além da investigação sobre os seus pagamentos de impostos de 2004 a 2013, a Microsoft também está sendo auditada pelo IRS em relação às suas declarações de impostos de 2014 a 2017. 

3. Casos semelhantes 

Em 2019, um tribunal de apelações dos EUA apoiou a Amazon num caso semelhante sobre Preços de Transferência, apresentado pelo IRS. O caso se referia ao fato de a Amazon ter estabelecido artificialmente, baseado no valor da sua propriedade intelectual, quando a primeira a transferiu a uma filial no Luxemburgo em 2005. O tribunal de apelações determinou que a ação da Amazon foi justificada pelas regras dos Preços de Transferência atualmente em vigor, embora não tenha infringido as regulamentações posteriormente implementadas em 2009.

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